domingo, 31 de março de 2013

Quando a vida pede um time!


“Por que é que os corações não são iguais?”
Josimara Neves


"Não são as nossas habilidades que revelam quem verdadeiramente somos. São as nossas escolhas.!" (Do filme Harry Potter)



Sou o tipo de mulher que enche a cara de água, se empanturra de poesia e de palavras doces, chora ouvindo música, ri até chorar de coisas bobas e ridículas, adora fazer de momentos formais uma oportunidade de quebrar o clima de seriedade.
Sou o tipo de mulher que fala o que pensa e deixa as pessoas com os olhos arregalados de espanto...
Sou o tipo de mulher que se tiver que escolher entre a companhia de qualquer homem e a minha solidão criativa, eu fico com a segunda.
Sou o tipo de mulher insatisfeita com aquilo que eu sei que posso ser melhor ou mesmo, ter mais. Por isso, não permito que me desvalorizem. Cheguei à fase do “agora ou nunca:” ou eu rompo agora com o que me afeta ou nunca conseguirei me impor.
Sou o tipo de mulher que não precisa de confete pra viver porque sei que a vida não é feita só de glamour ou só de alegria!
Sou o tipo de mulher que nem todos os homens gostam, muitas mulheres detestam e várias pessoas se incomodam com a minha presença devido à espontaneidade e à autenticidade peculiares a mim.
Sou o tipo de mulher que muitos olham, vários enxergam, mas poucos me vêem de fato. Preferiria ser vista por dentro a ser olhada por fora. Gostaria de conviver com pessoas que se preocupassem mais com sentimentos, valores, ideologias do que com bunda, peito e o corpo em si. Adoraria falar uma língua universal na qual houvesse comunicação, mas sinto que mesmo falando a mesma língua, a maioria das pessoas não fala àquela que eu desejaria conversar! É tanta superficialidade para todos os lados que qualquer coisa que eu diga, por mais que seja uma gota d’água, soa como o oceano tamanha a distância que me separa do mundo de muitas pessoas que não fazem outra coisa a não ser: boiar na superfície.
Sou o tipo de mulher que tem fôlego para mergulhos intensos e profundos, mas não tenho saco para suportar coisas que eu julgo pequenas demais para merecer a minha atenção.
Quando era pequena, não entendia nada do mundo, mas busquei compreendê-lo. Comecei precocemente a minha viagem... E, desde então, não parei mais. Aprendi muito, vi muitas coisas as quais eu jamais poderei me esquecer...Foi tudo muito bom, mas  eu me cansei um pouco, não de viajar, mas de não ter encontrado companheiros de viagem dispostos a colocar em suas bagagens coisas pequenas que fazem a diferença. Momentos simbólicos: um sorriso, um abraço, um bilhete, um torpedo escrito quando se estava com saudade... Sinto falta de pessoas mais fortes para amar... Pessoas que arrisquem sem medo do que virá... Pessoas que joguem as cartas da manga fora e queiram, verdadeiramente, se entregar! Sinto falta de gente inteira: vejo frações de pessoas, fragmentos de indivíduos e pedaços de seres humanos que não conseguiram se recompor depois de feridos. Queria encontrar pessoas inteiras, mesmo que estivessem completamente coladas. Mesmo que fossem uma decoupage em pessoa...Mesmo que fossem um cristal rejuntado, um mosaico com pecinhas aglomeradas...Não me importaria estar ao lado de pessoas cheias de cicatrizes, de arranhões, de marcas e de feridas oriundas dos golpes da vida desde que elas, ainda assim, estivessem inteiras. Cansei de gente que ama pela metade, que se entrega apenas um terço, que é verdadeira apenas 25%. Cansei de gente que blefa 100% do tempo... Enjoei-me de pessoas que se ferem mais do que as próprias feridas já existentes e fazem da vida um mar de lágrimas.
Sei que para elas não é fácil lidar com os sofrimentos, mas para mim também não é fácil conviver com quem contagia o ambiente com negativismo e com profecias de catástrofes.
Como eu ia falando, eu não ou o tipo de mulher perfeita, nem santa e muito menos sem defeitos, muito pelo contrário, eu os tenho em penca, mas mesmo assim, luto ardentemente para mudar. Tento evoluir! Sequei as lágrimas do passado, derramo as de hoje com a certeza de que elas me fortalecerão ainda mais e com tudo isso, nunca me entreguei pela metade, não me permiti ser menos do que a totalidade, mergulhei de cabeça enquanto a maioria molhava apenas o dedão do pé. E o que eu ganhei com isso?
Não sei! Acho que envelheci cedo demais! Não foi amadurecimento, foi envelhecimento mesmo! Quando a gente amadurece, o peso das coisas diminui, quando se envelhece, o mesmo peso acaba se tornando mais pesado porque a força já não é mais a mesma. É isso o que eu sinto no momento: um fardo grande de ter que carregar comigo o que eu esperava ter companhia para carregar! Não o meu fardo, mas a experiência que só a vida é capaz de  proporcionar!
Mesmo cansada, continuarei a minha trajetória como viajante do tempo. Seguirei em frente, pois embora eu já tenha caminhado muito, ainda não cheguei aonde eu pretendo chegar. Não consegui beijar o vento e nem tocar as estrelas... Vou lá agora, preciso continuar a caminhada antes que a noite se antecipe!

                       Assista ao vídeo e veja a importância de seguir em frente!
                                                      " E pra onde me levaria?
                                                                 Em frente!"

                     Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=b0VIZv3cNDo

Boa semana!!!
Muita luz!
Beijo da Jô!

domingo, 24 de março de 2013

Fênix: para não se deixar morrer!


Quando o que nos resta é levantar, ascender a luz e renascer das cinzas!
                                       
                                               Josimara Neves

Ao longo de nossas andanças nos perdemos na tentativa de nos encontrar. Encontramo-nos enquanto achávamos que estávamos perdidos. E, muitas vezes, desistimos das buscas por excesso de cansaço, por descrença, por falta de confiança, por achar que tudo o que fizemos- até o presente momento- foi em vão! E quando isso acontece, parte de nós morre no percurso da estrada da vida. Deixamos pra trás sonhos, desejos, ambições e fantasias. Enterramos justamente a parte de nós que mais nos motivava, que mais significava e assim, partimos andando em linha reta: sem perspectivas, sem ambições, sem acreditar no improvável, no impossível. A descrença ocupa o lugar da esperança, a força vai se aniquilando e aquele gigante que existia em nós, aos poucos, vai se definhando, tornando-se um pigmeu amedrontado.
Deixamos de perceber a mudança das estações porque, no fundo, a alma outonal não consegue se aquecer no calor do verão, não floresce na primavera e se recusa a se agasalhar no  inverno.
Dias não há! Só noites! Todos os dias se tornam escuros, não existe mais a sequência natural dos fatos: manhã, tarde e noite... Primavera, verão, outono e inverno! Passado, presente e futuro... Hora de dormir e de acordar! A vida que parecia um leque de possibilidades se reduz a ser singular e sem opções. Tudo se resume em um aglomerado de coisas que passa a ser uma coisa só: uma enorme bola de neve.
E o que fazer quando - por razões desconhecidas- isso acontecer na vida? Como enfrentar o inverno da alma? Como quebrar a geleira que esfriou o seu coração? Como aquecer a sua esperança? Como driblar a dor? Como passar por cima de tudo aquilo que o pisoteou? Como não se entregar e deixar-se morrer em doses homeopáticas? Como enfrentar os seus demônios interiores e exorcizá-los? Como derrubar o pigmeu que venceu o seu gigante interior? Como matar o sono que o mata afastando-lhe da vida? Como despertar depois de um estado de dormência da alma?
São muitos os questionamentos, mas o fato é que tudo, mas tudo mesmo – de que todos nós precisamos sempre estará ao nosso alcance, mas nem sempre acessível a todos. A inacessibilidade se dá porque buscamos fora e longe o que está dentro e perto. “As distâncias maiores que devemos percorrer estão dentro de nós mesmos.” Somos nós que construímos as pontes mal feitas e depois temos medo de percorrê-la, temendo a travessia!
Se algo morreu dentro de nós não significa que tenha sido definitivamente. Não implica que não possa ressurgir, sair do estado de dormência e renascer! Nenhuma situação será definitiva a menos que nós a tornemos. Quando tudo se tornar cinzento transformando a sua mente em uma nuvem negra carregada, ainda sim, não se dê por vencido! Reerga-se! Busque no interior de  si mesmo a voz que foi silenciada, as emoções que foram impedidas de se manifestar, a fé que ficou congelada, aquela sua força que sempre o acompanhou nos momentos mais difíceis. Desenterre as ilusões, tire a venda dos seus olhos e amplie o olhar. Dê a si mesmo a chance de se levantar, de acender a luz e, com toda a sua coragem, revigore-se! Seja tomado pelo espírito da Fênix que habita em: si sem medo e sem pensar em mais nada, renasça das próprias cinzas para não se deixar morrer e, definitivamente, tornar-se cinzas!
Lembre-se que as cinzas que nos fazem renascer quando decidimos viver são as mesmas que nos levam a morrer quando optamos por desistir da vida! Há sempre vida lá fora, mas antes e, sobretudo, ela deve existir dentro de nós! Viver ou deixar-se morrer: eis a questão!
Na minha vida, por longo tempo, ao entrar em contato com as dores da alma das pessoas e, principalmente com as minhas, eu pensava que tinha que descobrir qual era o segredo da vida, mas hoje finalmente entendi que o segredo não consiste em saber viver, mas sim, em não se deixar morrer!

Assista a esse trecho do Filme "Sociedade dos Poetas Mortos" e aprenda o verdadeiro sentido de "Carpe Diem": viver é isso: aproveitar cada dia para viver! Carpe Diem é buscar as razões do coração na intenção dos nossos atos motivando-nos diariamente a viver e a lutar por aquilo que acreditamos, aproveitando assim, cada dia da melhor forma possível!


Bom domingo!!!! 
Que o espírito da Fênix sempre o/a acompanhe!
A Fênix que habita em mim saúda a que habita em você!!!
Beijo da Jô!!!!

domingo, 17 de março de 2013

Por que a solidão é tão temida?


                                        A solidão amiga ( Rubem Alves)


Hoje é dia de reflexão no blog! Sei que o texto que escolhi é um pouco extenso, mas para falar de questões tão profundas o mergulho na complexidade se faz necessário. Sou completamente apaixonada pelo Rubem Alves, acho que, embora não nos conheçamos, posso dizer que ele me conhece muito bem, traduz a minh'alma como ninguém! rsrs 
Quando eu crescer quero ser igualzinha a ele.(rs) Caso não se interesse em ler o texto, não deixe de assistir ao vídeo porque é muito bom!!! 
Boa leitura,bom domingo e excelentes reflexões!
                                                    Beijo da Jô

Então, vamos à "solidão amiga!"

 A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar? Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão... O que mais você deseja é não estar em solidão...

Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir, música... Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas. De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa... Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão... A noite estava perdida.

Faço-lhe uma sugestão: leia o livro A chama de uma vela, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso. É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, "parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxoleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis". A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: "Como se comporta a Sua Solidão?" Minha solidão? Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.

Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo: "Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você." Pare. Leia de novo. E pense. Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão. Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim.

Como é que a sua solidão se comporta? Ou, talvez, dando um giro na pergunta: Como você se comporta com a sua solidão? O que é que você está fazendo com a sua solidão? Quando você a lamenta, você está dizendo que gostaria de se livrar dela, que ela é um sofrimento, uma doença, uma inimiga... Aprenda isso: as coisas são os nomes que lhe damos. Se chamo minha solidão de inimiga, ela será minha inimiga. Mas será possível chamá-la de amiga? Drummond acha que sim: "Por muito tempo achei que a ausência é falta./ E lastimava, ignorante, a falta./ Hoje não a lastimo./ Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim./ E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,/ que rio e danço e invento exclamações alegres,/ porque a ausência, essa ausência assimilada,/ ninguém a rouba mais de mim.!"

Nietzsche também tinha a solidão como sua companheira. Sozinho, doente, tinha enxaquecas terríveis que duravam três dias e o deixavam cego. Ele tirava suas alegrias de longas caminhadas pelas montanhas, da música e de uns poucos livros que ele amava. Eis aí três companheiras maravilhosas! Vejo, frequentemente, pessoas que caminham por razões da saúde. Incapazes de caminhar sozinhas, vão aos pares, aos bandos. E vão falando, falando, sem ver o mundo maravilhoso que as cerca. Falam porque não suportariam caminhar sozinhas. E, por isso mesmo, perdem a maior alegria das caminhadas, que é a alegria de estar em comunhão com a natureza. Elas não vêem as árvores, nem as flores, nem as nuvens e nem sentem o vento. Que troca infeliz! Trocam as vozes do silêncio pelo falatório vulgar. Se estivessem a sós com a natureza, em silêncio, sua solidão tornaria possível que elas ouvissem o que a natureza tem a dizer. O estar juntos não quer dizer comunhão. O estar juntos, frequentemente, é uma forma terrível de solidão, um artifício para evitar o contato conosco mesmos. Sartre chegou ao ponto de dizer que "o inferno é o outro." Sobre isso, quem sabe, conversaremos outro dia... Mas, voltando a Nietzsche, eis o que ele escreveu sobre a sua solidão:

"Ó solidão! Solidão, meu lar!... Tua voz - ela me fala com ternura e felicidade!

Não discutimos, não queixamos e muitas vezes caminhamos juntos através de portas abertas.

Pois onde quer que estás, ali as coisas são abertas e luminosas. E até mesmo as horas caminham com pés saltitantes.

Ali as palavras e os tempos/poemas de todo o ser se abrem diante de mim. Ali todo ser deseja transformar-se em palavra, e toda mudança pede para aprender de mim a falar."

E o Vinícius? Você se lembra do seu poema O operário em construção? Vivia o operário em meio a muita gente, trabalhando, falando. E enquanto ele trabalhava e falava ele nada via, nada compreendia. Mas aconteceu que, "certo dia, à mesa, ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção ao constatar assombrado que tudo naquela casa - garrafa, prato, facão - era ele que os fazia, ele, um humilde operário, um operário em construção (...) Ah! Homens de pensamento, não sabereis nunca o quando aquele humilde operário soube naquele momento! Naquela casa vazia que ele mesmo levantara, um mundo novo nascia de que nem sequer suspeitava. O operário emocionado olhou sua própria mão, sua rude mão de operário, e olhando bem para ela teve um segundo a impressão de que não havia no mundo coisa que fosse mais bela. Foi dentro da compreensão desse instante solitário que, tal sua construção, cresceu também o operário. (...) E o operário adquiriu uma nova dimensão: a dimensão da poesia."

Rainer Maria Rilke, um dos poetas mais solitários e densos que conheço, disse o seguinte: "As obras de arte são de uma solidão infinita." É na solidão que elas são geradas. Foi na casa vazia, num momento solitário, que o operário viu o mundo pela primeira vez e se transformou em poeta.

E me lembro também de Cecília Meireles, tão lindamente descrita por Drummond:

"...Não me parecia criatura inquestionavelmente real; e por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Distância, exílio e viagem transpareciam no seu sorriso benevolente? Por onde erraria a verdadeira Cecília..."

Sim, lá estava ela delicadamente entre os outros, participando de um jogo de relações gregárias que a delicadeza a obrigava a jogar. Mas a verdadeira Cecília estava longe, muito longe, num lugar onde ela estava irremediavelmente sozinha.

O primeiro filósofo que li, o dinamarquês Soeren Kiekeggard, um solitário que me faz companhia até hoje, observou que o início da infelicidade humana se encontra na comparação. Experimentei isso em minha própria carne. Foi quando eu, menino caipira de uma cidadezinha do interior de Minas, me mudei para o Rio de Janeiro, que conheci a infelicidade. Comparei-me com eles: cariocas, espertos, bem falantes, ricos. Eu diferente, sotaque ridículo, gaguejando de vergonha, pobre: entre eles eu não passava de um patinho feio que os outros se compraziam em bicar. Nunca fui convidado a ir à casa de qualquer um deles. Nunca convidei nenhum deles a ir à minha casa. Eu não me atreveria. Conheci, então, a solidão. A solidão de ser diferente. E sofri muito. E nem sequer me atrevi a compartilhar com meus pais esse meu sofrimento. Seria inútil. Eles não compreenderiam. E mesmo que compreendessem, eles nada podiam fazer. Assim, tive de sofrer a minha solidão duas vezes sozinho. Mas foi nela que se formou aquele que sou hoje. As caminhadas pelo deserto me fizeram forte. Aprendi a cuidar de mim mesmo. E aprendi a buscar as coisas que, para mim, solitário, faziam sentido. Como, por exemplo, a música clássica, a beleza que torna alegre a minha solidão...

A sua infelicidade com a solidão: não se deriva ela, em parte, das comparações? Você compara a cena de você, só, na casa vazia, com a cena (fantasiada ) dos outros, em celebrações cheias de risos... Essa comparação é destrutiva porque nasce da inveja. Sofra a dor real da solidão porque a solidão dói. Dói uma dor da qual pode nascer a beleza. Mas não sofra a dor da comparação. Ela não é verdadeira.

Mas essa conversa não acabou: vou falar depois sobre os companheiros que fazem minha solidão feliz.



Assista ao vídeo através desse link. Não consegui colocar o vídeo.

EU MAIOR- Entrevista Rubem Alves



sábado, 16 de março de 2013

Onde você está: no passado, no presente ou no futuro?



Em qual tempo você vive?
 Josimara Neves


Seu corpo está no presente, mas você é do tipo saudosista que vive sentindo falta de tudo o que não existe mais, que se diluiu no tempo e no espaço?
Você é do tipo que olha para o passado e se sente preso àqueles acontecimentos traumatizantes lembrando-se das pessoas que não deram o que você queria ou que traíram a sua confiança?
Você é do tipo ruminante que nunca faz a digestão dos acontecimentos ruins que lhe marcaram?
Ou você é do tipo que vive um passo de cada vez: aproveitando cada etapa do processo? Cada detalhe, cada emoção, cada sentimento, cada aprendizado, cada pessoa que passa pela sua vida, cada sorriso que alguém lhe dá, cada minúcia que, embora quase imperceptível, faz uma diferença enorme?
Você é do tipo que sabe viver o momento sem ser regressivo (no sentido de voltar ao passado) ou progressivo (de pensar no tempo além do presente)? Consegue deixar de se PREocupar ou de se lamentar?
Ou será que você é do tipo que sempre está em um lugar além de aqui e de agora? Que só vive pensando no futuro?
Que tipo de pessoa você é? Qual o tempo em que você conjuga o seu verbo: no passado, no presente ou no futuro?
Conseguiu fazer de seu passado um pretérito perfeito?
Queria que ele tivesse sido mais do que perfeito?
Lamenta-se por ele ter sido imperfeito?
Ou vive conjugando o verbo no futuro: verei, farei, irei, poderei, tentarei, conseguirei, viverei?
Não seria melhor viver no tempo “presente” e, com orgulho, dizer: “eu vi, eu fiz, eu fui, eu pude, eu tentei, eu consegui, eu vivi!”
Já parou para pensar que o “hoje” já foi um futuro e ele chegou, graças a Deus. Mas se tudo que a gente deixou pra fazer nesse “tal de amanhã” não chegar pra nós?
O que terá valido à pena? Você se orgulha de quem é hoje? De suas conquistas até o momento presente? De suas lutas, mesmo que perdidas? Você se sente feliz pelo patrimônio que construiu? Não estou dizendo de bens materiais, mas do que conquistou, de quem cativou, do amor que despertou, do exemplo que foi, das marcas que deixou, da sua presença na vida das pessoas e, o mais importante, da sua presença na sua própria vida? Se você morresse hoje conseguiria responder às perguntas essenciais da existência humana:

Quem sou eu?
O que é viver?
Qual o sentido da vida?
O que me motiva a viver?
O que mais importa?
Se lhe arrancassem de sua vida o que você mais gosta, acha que sobreviveria?
Se você soubesse que hoje é o último dia de sua vida sobraria tempo para fazer tudo o que gostaria?

Muitas vezes nos esquivamos dessas perguntas, simplesmente, porque pensar é um exercício árduo. Não queremos nos deparar com o fato de não sermos imortais. Saber que somos impotentes traz sofrimento... Descobrir que um dia o que era sonho deixará de ser, dá uma sensação de angústia. Imaginar que a morte ceifa tudo o que foi construído por muito tempo causa revolta, às vezes. Pensar que adiamos a ação por covardia ou por fraqueza nos faz sentirmos pequenos e incapazes. Detectar que o que  achávamos que era viver não passava de um rascunho o qual não dará tempo de passá-lo a limpo proporciona um desespero repentino. Imaginar que se viveu a vida inteira (até o presente momento) sem saber responder à pergunta: “Quem sou eu?” é uma forma atípica de Alzheimer.  O reconhecimento que eu chamo de “autoestranheza:” quando nos tornamos estranhos a nós mesmos.  É como entrar no quarto, olhar no espelho e começar a gritar achando que a sua casa foi invadida por uma  pessoa estranha. É isso o que acontece quando brincamos de viver e faltamos às aulas de autoconhecimento da escola chamada “VIDA.”

Só se vence por fora quando a vitória é conquistada por dentro. Assista a esse vídeo, cena retirada do filme "O Poder além da Vida" e entenda o que estou tentando dizer.

video


Bom final de semana!
Beijo da Jô!





quarta-feira, 13 de março de 2013

Quando o que parece sonho é um pesadelo:



Uma crítica à sociedade das aparências!
By Josimara Neves


Voltei, pessoas queridas!!!!

 Hoje eu quero falar sobre as rupturas de padrões pré-estabelecidos os quais rotulam e enquadram as pessoas como se cada uma tivesse que viver no seu quadrado por ser diferente: o quadrado das bonitas, o quadrado das mais ou menos bonitas, o quadrado das nem totalmente feias, o quadrado daquelas que “se não fosse o nariz achatado” seriam belas, o quadrado das se tiverem beleza só se for interior porque por fora (sem comentários)! O quadrado das gordinhas, outro das magrinhas e um terceiro daquelas pessoas que não são uma coisa e nem outra. Então quer dizer que vivemos na sociedade ‘do quadrado’: “ado-ado-ado = cada um no seu quadrado?”  Que mentalidade “quadrada” essa, não?
Sei e me canso de saber que vivemos em uma sociedade das aparências, o que me enoja! Quantas vezes julgamos erroneamente pessoas só porque elas não são bonitas segundo os padrões que a sociedade estipula? Quantas vezes não damos nada por certo indivíduo só porque ele se veste mal e exala um cheiro forte de suor? Quantas vezes olhamos um perfume e o julgamos pelo frasco? Quantas vezes chegamos à padaria e escolhemos o “sonho” mais bonito porque ele se parece mais apetitoso? E, depois, ao chegarmos à casa nossa, doidos para degustá-lo, descobrimos ao colocá-lo na boca que ele tem gosto de pesadelo.
É esse o preço que pagamos quando nos limitamos a ter como critério a boa aparência, o belo carro, a beleza exuberante, o homem cheiroso, o sonho lindo! Esse olhar é típico do que chamo de “beleza americana:” uma falsa beleza – mais casca do que essência!
O vídeo que coloquei aqui pode dizer mais por mim do que as minhas palavras nesse momento. É a prova de que beleza não é sinal de competência nem sinônimo de felicidade ilimitada. Se você olhasse essa mulher (Susan Boylen) na rua, poderia imaginar que ela seria capaz de dar um show com a voz dela? Se a sua resposta é não, sugiro que aprenda (assim como eu também preciso aprender) que quase sempre o que a gente vê é quase nada perto do não visto!

Veja a esse vídeo e se surpreenda!
              Fonte: http://www.youtube.com/watch?v=xRbYtxHayXo

Boa noite!!!
Beijo da Jô!

domingo, 10 de março de 2013

Viver: constantes buscas, grandes batalhas!


Tornando-me a “Gladiadora” da minha vida!
Josimara Neves


A  vida pede movimento! Viver é uma batalha constante, o que não significa dizer que temos que estar armados o tempo todo, sair ferindo e atirando para todos os lados, viver em estado de alerta, segurando o escudo  no peito para não se ferir e para não ser penetrado.

                                            Fonte: produto.mercadolivre.com.br

Viver em combate significa estar sempre pronto para a luta, não para brigar! Lutar é um verbo de ação que nos impulsiona a lançar o coração nos propósitos que fazem sentido pra nós! Lutar é estar pronto para enfrentar os percalços da vida com as armas as quais dispomos em mãos. Lutar é um comportamento que define quem vai vencer ou quem vai perder. Nem todo mundo que luta, ganha! Mas é certo de que quem nem chega a lutar perde sempre! Sendo assim, lutar é atitude de vencedor! Os perdedores têm medo do combate e vivem em conflito interno, para não dizer, “combate interior.”
O pior tipo de combate é aquele no qual se perde pra si mesmo. Vencer o (s) inimigo(s) é difícil, mas difícil mesmo é quando se descobre que o pior inimigo é aquele que habita em nós, que boicota a nossa capacidade de autorrealiazação, que nos autoflagela e que nos dá o ultimato de sentença de morte  enquanto ainda estamos vivos.
Um grande lutador, um grande guerreiro, um grande vencedor é aquele que para vencer não abandona os seus valores. É aquele que consegue vencer as dificuldades e superar os obstáculos porque não é desistente. É aquele que cai e ao invés de permanecer deitado, respira fundo, se refaz e sem saber como, adquire uma força tamanha que o faz levantar com ainda mais fome de vitória! É aquele que carrega no peito o brasão da vitória interior. É aquele que se recusa a escutar os que dizem: “você não vai conseguir!” É aquele que sabe o que veio fazer no mundo e enquanto não consegue não descansa! É aquele que não aprendeu na vida o que significa desistir. É aquele que sabe que a resistência se mantém quando o propósito continua! É aquele que se deixa guiar pela sua lanterna interior! É aquele que não se importa de se ferir na batalha se os ideais que o impulsionam a lutar não morrerem enquanto ele luta! É aquele que mesmo que ferido, sangrando por dentro, com a ferida estancada, ainda sim persiste porque prefere morrer em combate a entregar-se e jogar a vida no lixo! É todo aquele que luta porque o seu sonho é maior do que qualquer estatística negativa que profetiza o fracasso.
É todo aquele que sabe que se a sua vez ainda não chegou, por certo ela  chegará!
Lutar é atitude de guerreiro que, escalado para defender a honra de sua própria vida e de seus sonhos, não hesita em vestir a sua roupa de combate, armar-se de coragem interior, subir em cima de um cavalo e partir em busca do novo, do desconhecido, do futuro incerto! Tudo isso por uma única razão: ser convocado a lutar por algo que acredita e que, pelo qual, daria a sua própria vida se preciso fosse! Esse é o guerreiro que eu admiro e é a guerreira que eu tento ser! Não é fácil lutar pela vida e por um sonho quando se está rodeado por combatentes “mortos”, mas é o que me fortalece quando penso que o desejo de lutar que habita em mim é maior do que o medo de ter vivido sem ao menos, lutar! Meu espírito de luta a cada dia me aproxima mais da grande “Gladiadora” que sonho em ser!

 

 Se eu morresse hoje, gostaria que estivesse escrito em minha lápide:
“Aqui jaz alguém que, lutando por um sonho, morreu em pleno combate!”     
Essa sou eu!
                                         
 Assista a esse vídeo e descubra o gladiador que existe em você!


Bom domingo!
Beijo da Jô!

sexta-feira, 8 de março de 2013

O que você quer ser quando crescer?



                                                             Pense bem!
 Se pudesse voltar ao passado o que responderia se lhe perguntassem:
"__ O que você quer ser quando crescer?"
E agora eu lhe pergunto:
___ Você conseguiu "ser?"


Autoria: Josimara Neves

                                            Fonte: theaverittfam.blogspot.com

Tudo começou com essa pergunta. Certamente é a primeira de muitas que as pessoas nos fazem em momentos diferentes de nossas vidas. Pra ser sincera, não me lembro de perguntarem isso pra mim, mas já cansei de presenciar esse tipo de questionamento feito às crianças. Como se elas pudessem saber do futuro, como se só fossem alguém quando crescessem, como se ser criança fosse um mini-projeto de gente. O mais engraçado é que as respostas são assim: médico, engenheiro, advogado, professor, artista, jogador de futebol, modelo e por aí vai. É assim que elas sabem responder, afinal, os adultos têm o péssimo hábito de falar sem explicar e elas não são mágicas para adivinharem  que crescer não é simplesmente, tornar-se “grande” no tamanho, ficar maior do que a mamãe ou do que o papai.
Como é que elas poderiam saber que crescer é um acontecimento que nos acompanha a vida inteira?
Como  poderiam deduzir que muitas vezes o tamanho de nossa altura não diz nada sobre o tamanho de nossos sonhos?
Como saberiam que a gente cresce a vida inteira e muitas vezes morre como se fosse um pigmeu?
Como imaginariam que é impossível crescer em todos os aspectos da vida?
Como descobririam que a grandeza da alma nem sempre corresponde à grandeza física?
Como pensariam que crescimento embora seja um fato natural da vida é um processo dolorido?
Como entenderiam que não basta uma profissão para ser grande?
Não, tudo isso é muito complexo até para os adultos, quem dirá para as crianças. O que me incomoda nesse tipo de questionamento é que, comumente, o “ser quando crescer” só diz respeito à  profissão ou a algum desejo de ter algo ou visibilidade. Preparamos as crianças para ser profissionais, mas não nos preocupamos como elas serão como “pessoas.”
A maioria cresce, estuda, se sente cobrada de ter que escolher por uma profissão, pensa no mercado de trabalho, se culpa, se sente pressionada a ter que ser “alguém,” porque enquanto não responder aos outros àquela pergunta: “o que você quer ser quando crescer?” não conseguirá ser “alguém.”
Tristemente eu vejo o mundo cheio de muitos “alguéns” que se formaram em universidades, fizeram mestrado, doutorado, pós-doutorado e anseiam fazer o curso que é a sensação do momento, o Top- master: “CESCFDD(Curso Exra-Superior Com Formação em Deusologia).” Grandes “alguéns” em titulação, mas que por dentro, são os tais do “Zé-ninguém.”
Cresceram sim, não há de se duvidar! Mas se esqueceram de crescer em outros aspectos. E agora? Qual é sua pergunta da vez:
Adolescente: o que você quer ser quando “adultecer?”
Adulto: o que você quer ser quando envelhecer?
Idoso: o que você conseguiu ser na vida?

                                         Fonte: paperdollsgyn.blogspot.com

Se eu pudesse voltar ao passado (coisa que eu não gostaria), quando  era criança, só para alguém me perguntar: “o que você quer ser quando crescer?”
Acho que hoje eu responderia:
Quero ser feliz...Quero dar conta de suportar as minhas emoções...Quero chegar à idade adulta e saber que o que define quem eu sou não é a minha profissão, nem o meu sobrenome, nem o lugar onde eu trabalho, nem o carro que eu tenho, nem a roupa que eu visto, nem as titulações que eu conquistei, nem os lugares que eu freqüento, nem as companhias que eu ando. Não quero que me conheçam por eu ter 1, 64m de altura, calçar 37, ter 29 anos, com RG. MG.111111111111, CPF 0000000000-22! Não, eu não quero! Quero ter IDENTIDADE e não, RG.
Quando eu crescer eu não quero ser um código de barras nem uma combinação binária numa linguagem informática. Não quero ter uma memória com potencial de armazenamento de 1024 gigabytes. Só quero ter lucidez e sanidade suficientes para eu me lembrar da fisionomia das pessoas que me marcaram, dos acontecimentos que me tocaram, das vivências que em mim habitam, da saudade repentina que me faz lembrar dos lugares onde a minha alma deixou pra trás um sapato, um sorriso, uma pessoa, um sentimento,  sei lá, uma coisa qualquer que anseia em ser resgatada!
 Não quero ser um robô que se mistura com a própria máquina com a qual trabalha.  Não quero nada disso!

                                       Fonte: enkaraverdade.blogspot.com
             Então, pequena Josi (aqui eu ainda sou criança), o que você quer ser quando crescer? 

Qualquer coisa que me faça sentir que eu ainda sou “alguém!” E, melhor: “alguém que, apesar de ter crescido pouco na estatura, nunca desistiu de se tornar uma “gigante” por dentro, mesmo que seja uma    “pequenina GIGANTE!”
No restante: o mais, pra mim, é menos!

(...) O tempo passou (...)
Não sou mais criança, parei de crescer na estatura, porém, não deixei de crescer/ amadurecer emocionalmente e quer saber? Acho que por mais que eu “seja”, ainda sim, nunca serei toda eu. Acredito que viver é a maior faculdade que me capacita para “ser”, mas “ser” é um curso que só se finaliza quando esse “ ser” não mais existe! Viver pra mim às vezes é ilógico: um grande paradoxo dialético hieroglífico! Vai entender? rsrsrs

                                            Fonte: paperdollsgyn.blogspot.com

Vídeo Motivacional: o melhor de 2012
Qual é o seu sonho?
PS: usei alguns "neologismos" o que implica que não são palavras escritas de acordo
 com a Norma Culta!
Finalizando:

 Pra mim, a vida tem duas fases de crescimento:
Natural/ crescimento físico: quando a gente cresce fisicamente e depois estaciona;
Opcional/ maturidade emocional: quando a gente estaciona no crescimento físico e daí sim, escolhe – verdadeiramente – crescer! Nesse caso, crescimento = amadurecimento.

                Já são 02:20h da manhã, preciso ir, meus queridas e minhas queridas!!!
                                                           Beijo da Jô

quinta-feira, 7 de março de 2013

Dia da mulher: o reconhecimento do nosso valor!


Feliz dia da Mulher!
                                                                     Josimara Neves


Toda mulher carrega no peito a essência única de “ser mulher.”
E o que é ser mulher? Como é ser mulher?
Pra mim, ser mulher é ter o coração maior do que a extensão dos braços, é ter o mundo inteiro dentro de mim e ao mesmo tempo, a certeza de que sempre sobrará espaço para mais amor, mais pessoas, mais carinho, mais sentimentos.
Ser mulher é ser complexa por natureza...
Confusa por ser assim: mulher!
É ser uma gangorra natural: um dia lá em cima, outro dia, lá embaixo!
É ter a necessidade de falar até esgotar: não as palavras, mas o que está sentindo...
É ser como a rosa: bela, perfumada, encantadora, mas que tem lá os seus espinhos...
Ser mulher não é ser gênero ou espécie, é ter a “alma feminina”...
Ser mulher é difícil, mas nem por isso, ruim... Ser mulher é se virar nos trinta para poder ser filha, mãe, esposa, profissional, amiga e ainda não deixar de ser mulher!
Ser mulher não é ser sexo frágil, mas ser emotiva, sentimental, perceptiva, intuitiva, ter aquele conhecido típico “sexto sentido.”
Ser mulher é tão único e complexo que às vezes é até difícil definir como é ser uma.
Ser mulher é ser tecelã do amor, é ser estrela na constelação de sua família, é ser flor no jardim da vida...
Ser colo que aconchega...
Peito que amamenta...
Coração que acolhe...
Sentimento que aquece...
Emoção que transborda...
Felicidade que se multiplica...
Ventre que gera e abriga...
Amor que compartilha...
Esperança que se renova...
Vida que gera...
Presença que faz a diferença!
Acho mesmo que ser mulher é um privilégio! Não precisa ser perfeita pra ser bonita, não necessita ser bonita pra ser perfeita... Não precisa seguir nenhum padrão para “ser mulher”, basta ser: cada uma do seu modo, do seu jeito, enfim, da forma que escolheu para ser feliz do que jeito que se é porque o mais importante não é COMO SER, mas sim, SER!
Parabéns a todas as mulheres:
Das guerreiras às fogueteiras...
Das casadas às solteiras...
Das sensíveis às duronas...
Das risonhas às choronas...
Das atrapalhadas às centradas...
Das crianças às adolescentes...
Das amadas às mal amadas...
Das temidas às destemidas...
Das controladas às inconseqüentes...    
Das tímidas às extrovertidas...
Das que fazem da vida um mártir...
Às que se tornam mártires na vida!
Das que lutam e não desistem
às que desistem sem lutar!
Das que sofrem por amor
Às que não desistem de amar!

Enfim, a todas aquelas que tiveram que aprender a pagar o preço de ser mulher, os meus parabéns por todas as lutas e por todas as conquistas! Feliz dia não da mulher, mas de lembrar que você é mulher! Então, só para concluir, reflita:
“ ____ Você já se tornou a mulher que sempre quis ser?”
Acorde, a hora é agora!


Um pouco sobre o meu jeito Josimara de ser mulher:

Sou mulher: decidi ser diferente, não de propósito, mas intencionalmente!
Decidi fazer escolhas ao invés de me lamentar pela falta de oportunidades!
Resolvi ter autoestima para saber que eu mereço ser valorizada!
Optei por usar a inteligência e não ser usada!
Resolvi cuidar da minha vida ao invés da vida alheia!
Sou mulher com opinião e não de opiniões!
Sou “pessoa física”, mas meu coração é de “direito privado”.
Não terceirizo sentimentos, não estou sendo privada de amar para achar que mereço migalhas de amor!
Não vim ao mundo para agradar, mas sim, para eu me encontrar!
Descobri que nunca é tarde para sair do casulo e voar!
A essa mulher que eu me tornei eu desejo um feliz dia da mulher!
Um brinde a todas as mulheres que estão em constante processo de autoconhecimento e de auto-valorização!  A vocês:

Feliz dia da Mulher!



 Um grande beijo da Jô!!!

Ps: imagens retiradas do Google/ imagens




terça-feira, 5 de março de 2013

Qual é o tamanho do seu apetite pelo sucesso?



Seja você o seu próprio ídolo!
Autoria: Josimara Neves

Tenha fome de conhecimento...
Tenha sede de aprender...
Tenha apetite para alimentar os seus sonhos...
Tenha força para lutar por eles!
Tenha paciência para esperar que se realizem...
Tenha fé que  irão se realizar...
Tenha persistência para não desistir de tentar...
Tenha calma para não se atropelar...
Tenha amor por aquilo que tenta buscar...
Tenha foco direcionado onde quer chegar!
Tenha resistência para continuar!
Tenha suplementos espirituais para ganhar força para agir!
Tenha em mente tudo que o que pretende conquistar!
Tenha dentro de si a certeza dos 3 "F:" Fé, Força e Foco!
Tenha também consigo a teoria dos 3 "A": Acreditar, Agir e Alcançar!
Aplique a teoria "DOT": Disciplina, Organização e Treinamento.
E guarde no seu âmago a certeza de que as falhas jamais serão sinônimo de fracasso se você as transformar em metodologias que o levarão ao sucesso!
Mantenha a qualidade de suas cordas vocais, pois você precisará delas quando conquistar a linha de chegada para poder gritar em alto e bom tom: "EU CONSEGUI! EU VENCI!"
Lembre-se:

Lutar sempre! Persistir e recomeçar todas às vezes em que for necessário. Desistir jamais!

Mantenha a autoria, afinal, eu ainda não sou conhecida pelo o que eu escrevo, mas isso não caracteriza o meu texto como "AUTOR DESCONHECIDO!"

Valorize quem escreve! Divulgue, mas com a devida autoria!
Boa noite e bons sonhos!
Beijo da Jô!


“Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”
By Josimara Neves

  
É covardia deixar de arriscar por medo de sofrer! E quem não sofre nessa vida?
É fraqueza deixar de enfrentar por medo de perder! E quem não perde nessa vida?
É frustração deixar de sonhar por medo de não realizar! E quem consegue tudo nessa vida?
É ilusão não se iludir achando que assim não terá decepções! E quem não se decepciona nessa vida?
É besteira manter o controle de tudo achando que a vida é previsível! E quem sabe de tudo nessa vida?
Tudo o que a gente faz tentando ser racional demais para não sofrer é uma forma ao avesso de sofrimento. Nascemos! Esse foi o maior trauma de nossa vida: tivemos que aprender a adaptar a um ambiente menos aconchegante do que o útero. Tivemos que aprender a nomear as coisas do mundo, a falar uma língua que até então era indecifrável, tivemos que aprender a decodificar cheiros, palavras, paladares, tatos, pessoas, lugares, sentimentos. Não foi fácil aprendermos a andar! Caímos sim e não foi uma única vez!Várias e várias, mas nem por isso desistimos de tentar. Antes de falarmos, as palavras eram sons que saiam de uma boca “desdentada”, muitas vezes em meio a babas e a sorrisos largos e espontâneos. Mãe era “mã”, depois “mã-mã” e, até que um dia, saiu a palavra inteira: “mamãe!” Não saiu formada na primeira vez, mas quando foi pronunciada inteira foi recebida com uma “festa:” ___ Ele/a falou “mamãe” pela primeira vez!
Não foi fácil falar “mamãe”, assim como também não foi quando aprendemos a segurar os talheres, a ir ao banheiro sem a ajuda dos outros, a amarrar o cadarço do tênis, a escrever A-E-I-O-U! Esquecemo-nos do quanto foi difícil ganhar a corrida contra milhões de espermatozóides para chegarmos a ser fecundados! Não nos lembramos de nada disso! Crescemos e ao invés de mantermos a curiosidade infantil e o desejo de descobrir sobre o mundo, “emburrecemos!” Deixamos de tentar por medo! Quando éramos crianças, bastava alguém esticar os braços dentro de uma piscina que pulávamos como se aqueles fossem os braços mais seguros do mundo, mesmo que não fossem! Quando éramos crianças, a comida era gostosa e não existia nenhuma caloria que alterasse o seu paladar. Quando éramos crianças, a felicidade era gratuita: pular a enxurrada era o máximo! Correr atrás do caminhão de “fumacê” (assim que a gente chamava) era adrenalina pura! Olhar para o céu quando avistava um avião e gritar:
 “___ Joga papel!” Era como se a gente falasse com Deus! Como era bom o pão com manteiga antes de saber que existia presunto e muçarela (é com ç mesmo, viu?)! Pra mim, rico era quem tinha piscina de mil litros, comia bisnaguinha Seven Boys e Danoninho! Hoje eu sinto falta desse tipo de riqueza! Sinto falta da companhia do diário que era um grande amigo!
Não fui muito artiosa/ arteira, mas vivi todas as emoções que eu pude viver! 

Já fui melancólica ao extremo, já respirei nostalgia, já fui histérica ao máximo, já falei demais, já dei gargalhadas altíssimas que incomodavam as pessoas infelizes, já me apaixonei inúmeras vezes, já me frustrei centenas de vezes, já acreditei muito em que não merecia, já derramei lágrimas (muitas, centenas de gotas! rs), já troquei de roupa, me arrumei, me perfumei esperando pessoas que nunca vieram e que se foram antes de me darem uma resposta, já escrevi cartas apaixonadas, já fiz poemas como prova do que eu sentia. Já marquei e fui marcada, já sofri e fiz sofrer! Já ri de mim mesma! Já desisti  muitas vezes e em outras, quase, mas persisti! Já dormi chorando, já acordei sorrindo, já chorei de tanto rir! Já vivi mais do que os meus quase trinta anos podem me dizer, as conseqüências disso ficaram registradas nas rugas de minh’alma envelhecida prematuramente! Às vezes eu me sinto cansada, então brinco com os meus botões: “eu não nasci cansada, eu já nasci vivida!”
E é assim que eu vivo: carregando no peito a bravura de ser os anos que a minha alma tem! Levo comigo um grande ensinamento do Rei Roberto Carlos:
“Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi!”

                                            Fonte: Google/imagens

Isso me basta! Tenho história (s) para contar! E, o melhor, a minha história! Tenho uma vida minha! Sinto orgulho de saber que eu nunca precisei terceirizar a minha existência! No momento, quero cuidar dessa vida: a minha! Não quero saber de fofocas nem de tragédias! Quero cuidar do que me interessa e valorizar o que sempre foi importante para mim: a essência!

                                    Fonte: cantinhotiasonia.blogger.com.br

                                         Fonte: www.facebook.com

                                                Fonte: valentinarosin.blogspot.com

Há duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está numa caixa de bombons. 
                                       ( Carlos Drummond de Andrade)
                                             Fonte: thalitanoadya.blogspot.com

Devemos aprender durante toda a vida, sem imaginar que a sabedoria vem com a velhice. ( Platão)
                                                       Fonte: doritaporto.blogspot.com


Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a. Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. Os anos que vão gradualmente declinando estão entre os mais doces da vida de um homem, Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos aos, estes ainda reservam prazeres. (Sêneca)


                                      Fonte: mensrefllexivas.blogspot.com
A velhice é um estado de repouso e de liberdade no que respeita aos sentidos. Quando a violência das paixões se relaxa e o seu ardor arrefece, ficamos libertos de uma multidão de furiosos tiranos. (Platão)

                                                   Fonte: www.rodrigooller.com