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domingo, 1 de dezembro de 2013

Vivendo e aprendendo!
Josimara Neves





Eu aprendi na vida e com a vida que tentar tapar o sol com a peneira é como mentir para si mesmo... Que viver a ilusão é diferente de ser iludido... Que sonhar é como desejar o proibido e que quanto mais distante da realidade for o sonho, mais o queremos.
Aprendi que as distâncias maiores são as pontes que construímos em nós mesmos e que, muitas vezes, essas mesmas pontes - que eram para facilitar o acesso ao mundo- acabam se tornando em calabouço que aprisiona a alma trazendo infelicidade.
Aprendi que não existe diálogo melhor do que aquele em que é a nossa própria consciência que nos responde.
Aprendi que companhia é diferente de presença física e  que a solidão amiga é melhor do que a pseudoamizade!
Aprendi que o céu e o inferno habitam dentro de nós e que cabe a cada um escolher qual habitat interior quer habitar.
Aprendi que pessoas não são fantoches que podemos manipular só para não nos depararmos com as frustrações. Pessoas não são frutos de nossas projeções. Pessoas são como flores que Deus colocou no jardim de nossa existência para não nos deixar morrer de solidão!
Aprendi que a vida seria mais prática se tudo acontecesse do jeito que nós queremos, do modo como desejamos. Tudo seria previsível demais se a primeira paixão fosse correspondida, se conseguíssemos o emprego dos sonhos já na primeira entrevista, se completássemos 18 anos e já tivéssemos um carro zero, se tudo o que pensássemos acontecesse na mesma hora... Aprendi que se fosse assim, quase todos os nossos problemas seriam resolvidos, mas em detrimento disso, criaria um maior: a vida se tornaria entediante!
Aprendi que amor é construído no alicerce da confiança e que não há amor sem conquista. Aprendi que o tempo que perdemos enfatizando o amor não correspondido, as traições, as desilusões, os erros, as faltas e tudo aquilo que faz do nosso coração um grande hiato, é uma perda de tempo: é andar para trás! Se quiser andar para frente e encontrar novos horizontes é imprescindível deixar de procurar culpados pela sua infelicidade, afinal, só existe um responsável pela sua vida: “VOCÊ.” No mais, ninguém é obrigado a corresponder as suas expectativas, existe muita gente “quadrada” no nosso universo “redondo”, cada um é o que é: aceite isso ou mude-se de planeta! 
E uma coisa que eu entendo, mas ainda estou aprendendo a exercitar é: “cada um dá o que pode e como pode! Do jeito que sabe ou do jeito que entende! Do jeito que aprendeu ou do jeito que recebeu! Do jeito que leu ou do jeito que percebeu” Do jeito que pensa que pensa que é certo ou do jeito certo que pensa!
Por isso, aprenda você também: amar o outro é diferente de amar a si mesmo e, receber amor do outro, é tão importante quanto receber de si mesmo!
Pare de se autoflagelar! Não se boicote! Não se anule! Assuma-se e permita-se receber o que o outro pode lhe dar e não, o que você gostaria de receber!

Bom domingo a todos!!!!
Voltem sempre!!!!

terça-feira, 5 de março de 2013

“Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”
By Josimara Neves

  
É covardia deixar de arriscar por medo de sofrer! E quem não sofre nessa vida?
É fraqueza deixar de enfrentar por medo de perder! E quem não perde nessa vida?
É frustração deixar de sonhar por medo de não realizar! E quem consegue tudo nessa vida?
É ilusão não se iludir achando que assim não terá decepções! E quem não se decepciona nessa vida?
É besteira manter o controle de tudo achando que a vida é previsível! E quem sabe de tudo nessa vida?
Tudo o que a gente faz tentando ser racional demais para não sofrer é uma forma ao avesso de sofrimento. Nascemos! Esse foi o maior trauma de nossa vida: tivemos que aprender a adaptar a um ambiente menos aconchegante do que o útero. Tivemos que aprender a nomear as coisas do mundo, a falar uma língua que até então era indecifrável, tivemos que aprender a decodificar cheiros, palavras, paladares, tatos, pessoas, lugares, sentimentos. Não foi fácil aprendermos a andar! Caímos sim e não foi uma única vez!Várias e várias, mas nem por isso desistimos de tentar. Antes de falarmos, as palavras eram sons que saiam de uma boca “desdentada”, muitas vezes em meio a babas e a sorrisos largos e espontâneos. Mãe era “mã”, depois “mã-mã” e, até que um dia, saiu a palavra inteira: “mamãe!” Não saiu formada na primeira vez, mas quando foi pronunciada inteira foi recebida com uma “festa:” ___ Ele/a falou “mamãe” pela primeira vez!
Não foi fácil falar “mamãe”, assim como também não foi quando aprendemos a segurar os talheres, a ir ao banheiro sem a ajuda dos outros, a amarrar o cadarço do tênis, a escrever A-E-I-O-U! Esquecemo-nos do quanto foi difícil ganhar a corrida contra milhões de espermatozóides para chegarmos a ser fecundados! Não nos lembramos de nada disso! Crescemos e ao invés de mantermos a curiosidade infantil e o desejo de descobrir sobre o mundo, “emburrecemos!” Deixamos de tentar por medo! Quando éramos crianças, bastava alguém esticar os braços dentro de uma piscina que pulávamos como se aqueles fossem os braços mais seguros do mundo, mesmo que não fossem! Quando éramos crianças, a comida era gostosa e não existia nenhuma caloria que alterasse o seu paladar. Quando éramos crianças, a felicidade era gratuita: pular a enxurrada era o máximo! Correr atrás do caminhão de “fumacê” (assim que a gente chamava) era adrenalina pura! Olhar para o céu quando avistava um avião e gritar:
 “___ Joga papel!” Era como se a gente falasse com Deus! Como era bom o pão com manteiga antes de saber que existia presunto e muçarela (é com ç mesmo, viu?)! Pra mim, rico era quem tinha piscina de mil litros, comia bisnaguinha Seven Boys e Danoninho! Hoje eu sinto falta desse tipo de riqueza! Sinto falta da companhia do diário que era um grande amigo!
Não fui muito artiosa/ arteira, mas vivi todas as emoções que eu pude viver! 

Já fui melancólica ao extremo, já respirei nostalgia, já fui histérica ao máximo, já falei demais, já dei gargalhadas altíssimas que incomodavam as pessoas infelizes, já me apaixonei inúmeras vezes, já me frustrei centenas de vezes, já acreditei muito em que não merecia, já derramei lágrimas (muitas, centenas de gotas! rs), já troquei de roupa, me arrumei, me perfumei esperando pessoas que nunca vieram e que se foram antes de me darem uma resposta, já escrevi cartas apaixonadas, já fiz poemas como prova do que eu sentia. Já marquei e fui marcada, já sofri e fiz sofrer! Já ri de mim mesma! Já desisti  muitas vezes e em outras, quase, mas persisti! Já dormi chorando, já acordei sorrindo, já chorei de tanto rir! Já vivi mais do que os meus quase trinta anos podem me dizer, as conseqüências disso ficaram registradas nas rugas de minh’alma envelhecida prematuramente! Às vezes eu me sinto cansada, então brinco com os meus botões: “eu não nasci cansada, eu já nasci vivida!”
E é assim que eu vivo: carregando no peito a bravura de ser os anos que a minha alma tem! Levo comigo um grande ensinamento do Rei Roberto Carlos:
“Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi!”

                                            Fonte: Google/imagens

Isso me basta! Tenho história (s) para contar! E, o melhor, a minha história! Tenho uma vida minha! Sinto orgulho de saber que eu nunca precisei terceirizar a minha existência! No momento, quero cuidar dessa vida: a minha! Não quero saber de fofocas nem de tragédias! Quero cuidar do que me interessa e valorizar o que sempre foi importante para mim: a essência!

                                    Fonte: cantinhotiasonia.blogger.com.br

                                         Fonte: www.facebook.com

                                                Fonte: valentinarosin.blogspot.com

Há duas épocas na vida, infância e velhice, em que a felicidade está numa caixa de bombons. 
                                       ( Carlos Drummond de Andrade)
                                             Fonte: thalitanoadya.blogspot.com

Devemos aprender durante toda a vida, sem imaginar que a sabedoria vem com a velhice. ( Platão)
                                                       Fonte: doritaporto.blogspot.com


Quando a velhice chegar, aceita-a, ama-a. Ela é abundante em prazeres se souberes amá-la. Os anos que vão gradualmente declinando estão entre os mais doces da vida de um homem, Mesmo quando tenhas alcançado o limite extremo dos aos, estes ainda reservam prazeres. (Sêneca)


                                      Fonte: mensrefllexivas.blogspot.com
A velhice é um estado de repouso e de liberdade no que respeita aos sentidos. Quando a violência das paixões se relaxa e o seu ardor arrefece, ficamos libertos de uma multidão de furiosos tiranos. (Platão)

                                                   Fonte: www.rodrigooller.com




sábado, 2 de março de 2013

Depressão: quando a luz insiste em não acender!


Quando  “desistir” ocupa o lugar de “existir”
By Josimara Neves

Levantar?
Lutar?
Sonhar?
Amar?
Sorrir?
Trabalhar?
Comer?
Passear?
Viver?
Tudo isso pra quê?

Pergunta o depressivo pra si mesmo. Afinal, desânimo, falta de entusiasmo, desinteresse e apatia todos nós sentimos vez ou outra, mas para o depressivo isso tem um peso muito maior. Não é aquela tristeza que uma noite bem dormida de sono é suficiente para acabar com ela. Não é aquele desânimo de cansaço que com um final de semana bem relaxado possa repor as energias e a segunda-feira começará bem. Não é aquele tipo de ”deprê” que a gente sente vez ou outra em um final de semana chuvoso e nostálgico no qual basta uma sessão- cinema em casa com pipoca e tudo fica “zen.” Não é aquela resistência em levantar da cama por preguiça ou porque ela estava tão aconchegante que, por alguns instantes, o desejo que passa na cabeça é ganhar na megasena só para poder escolher os horários para trabalhar e poder levantar tarde!
Não! Para o depressivo a intensidade das emoções e dos pensamentos negativos é muito maior! Enquanto para alguns os momentos de tristeza seriam como carregar um saco de arroz de cinco quilos, para o depressivo, isso equivaleria a uma tonelada. (analogia meramente ilustrativa). Enquanto para os não-depressivos certo problema é visto como uma “formiguinha”, para o depressivo, essa “forminha” é vista numa lupa que a transforma em um “dinossauro tiranossauro rex” que irá devorá-lo a qualquer instante fazendo-o se sentir impotente, incapaz, sem força, sem reação, sem condições de mover: paralisando-o!
A depressão é doença, não é frescura! Sendo assim, respeite a dor alheia, ajude as pessoas que você ama e que estão em tais condições a buscar acompanhamento psicológico e quando necessário, psiquiátrico! Essa história de que só louco precisa de tais tratamentos é historinha da época da carochinha. Nos tempos modernos, o estresse tem impacto direto com a depressão, os altos níveis de (auto)cobrança, a falta de tempo para “viver” momentos de lazer: sem pressa, sem horário, sem prazer e sem ter que cumprir metas tem feito muitas pessoas adoecerem.
Cobranças X Pressão X Metas X Buscas não concluídas X Perseguição pelo “TER” = depressão! Não sobra tempo para sentir, não dá tempo de refletir, não tem espaço para ser “humano”. Vivemos na era das sociedades automatizadas que nos transforma em robôs com atitudes programadas, com falas prontas, com tarefas pré-definidas. Estamos condicionados a viver sobre planejamento e programação de forma que quando a “ficha cai” fazendo-nos perceber que temos sentimentos, que somos movidos a emoções e a sensações, bate um desespero: Eu não posso ficar doente agora, tenho que entregar o meu projeto”; “Sai de mim, tristeza! Você não me pertence!” ; “Estou com virose, deve ser baixa resistência!”
Quem é você que não pode ficar doente? Quer dizer que você pode escolher o momento certo pra ficar doente? E quando será esse momento?
Sai de mim, tristeza? Você não pode se sentir triste, por quê? Não sabe lidar ou tem medo de enfrentá-la? Tem medo de descobrir que sem “projetos” você não tem vida própria? A sua existência se resume em “projetos?” Então, que tal começar a montar o seu “projeto de vida?”
Então quer dizer que a baixa resistência é um corpo estranho que invade o seu sistema imunológico, amarra as suas mãos e pernas, venda-lhe os olhos, tapa a sua boca, tira as suas defesas e lhe coloca como refém de si mesmo?
Se você se encaixa no que foi falado, pare conscientemente e reflita agora mesmo, não espere ter que parar obrigatoriamente para depois refletir. Escolhas conscientes são tomadas por pessoas que conseguem ter as rédias da própria vida, do contrário, a vida se torna uma versão original da descrita por Zeca Pagodinho: “deixa a vida me levar, vida leva eu!” Quando a vida é quem o leva pode ter certeza de que os caminhos que virão terão conseqüências drásticas!
A depressão não tem uma única causa, muito pelo contrário, há incidência em caso de pessoas cuja família tenha forte tendência hereditária. Em decorrência de situações estressantes envolvendo mudanças, perdas, traição, medos etc. Situações envolvendo o diagnóstico de doenças crônicas e a iminência da morte, fatores orgânicos englobando a questão hormonal por exemplo. Uso de certos medicamentos que causam sintomas depressivos, além de exaustão, noites mal dormidas, assim como o clima e a temperatura: dias e noites nubladas, baixa temperatura anunciando o “inverno da alma.” 
Um fator assaz relevante também é as condições psicológicas e as exposições ocorridas nas fases da infância e da adolescência.

Segundo Dráuzio Varella, Depressão é a tristeza quando não tem fim, quadro muito diferente do entristecer passageiro ligado aos fatos da vida. É uma doença potencialmente grave que interfere com o sono, com a vontade de comer, com a vida sexual, com o trabalho, e que está associada a altos índices de mortalidade por complicações clínicas ou suicídio É a mais comum de todas as enfermidades psiquiátricas, acomete mais as mulheres e apresenta caráter recidivante: depois do primeiro episódio, a probabilidade de ocorrer outro é de 50%; depois do segundo, sobe para 75%; e, depois do terceiro, para pelo menos 90%.

Portanto, pessoa querida, arrume formas de se autoajudar! Eu sou uma daquelas pessoas que acreditam que ninguém no mundo poderá fazer por nós se nós mesmos não nos propusermos a fazer, ou seja, o médico pode ser o melhor do mundo, mas se você não quiser se ajudar, ele pouco poderá fazer por você! Não troque o verbo “existir” pelo “desistir”, pois se desistir de tentar, de começar ou de recomeçar é o prelúdio da própria morte. A gente não morre só quando para de respirar, na verdade, a gente morre quando os motivos que nos faz respirar já não existem mais!

PREVENÇÃO

“Pode-se prevenir a depressão mantendo-se a qualidade de vida, aprendendo a conviver com o estresse e os conflitos cotidianos, sabendo lidar com as adversidades, não sucumbindo diante dessas situações. É necessário evitar o isolamento, procurando relações de parceria e cumplicidade, para compartilhar os sentimentos.”


“De tanto sermos tão observadores e ocupados, acabamos esquecendo das principais motivações de nossas vidas e de verdadeiras motivações que valem muito; o tempo as levam, e jamais as devolvem.” (Paula Bergh) 
Fonte: http://www.frasesparaface.com.br/ser-feliz-ate-onde-der-ate-onde-puder-sem/